05 dicas indispensáveis para não perder dinheiro com câmbio!

Para muitos o câmbio é um dos assuntos mais complicados que existem. São tantas as variáveis envolvidas – a cotação que importa ora é a de compra, ora é a de venda; às vezes o câmbio requer fazer conta de dividir, e outras vezes, de multiplicar; além das modalidades, turismo, comercial, paralelo...

Imagem: Acervo Bigstock

Neste momento de grande instabilidade cambial, muitos desavisados acabam enfiando os pés pelas mãos e toda aquela tentativa de economizar acaba indo por água abaixo.

A maior confusão que vejo nas perguntas que recebemos diariamente, é considerar a diferença nominal de valores de moedas como único indicador de carestia ou pechincha.

Se o dólar custa mais de R$ 3,30 e o peso chileno custa R$ 0,0057, então é muito mais barato comprar peso chileno, certo? Errado! A cotação dessa moeda no Brasil (assim como das moedas ‘fracas’ em geral) é muitas vezes desvantajosa. Com base nas taxas de hoje, levando dólares para o Chile e realizando o câmbio por lá, o peso chileno não sairia por mais de R$ 0,0051, ou seja, cerca de 11% de economia para aqueles que não prestaram atenção apenas na diferença nominal do peso frente ao dólar.

Conclusão: não fuja do dólar só porque ficou repentinamente mais caro. As outras moedas ficaram repentinamente mais caras também – você é que não estava acompanhando.

Dito isto, nossa primeira dica é exatamente sobre comprar a moeda certa. Vamos lá:

Muitas vezes nos perguntam: com a libra tão cara, será que não é melhor levar euro para Inglaterra? Com o euro tão caro, será que não é melhor levar dólar para a Europa? E outro dia apareceu: com o dólar tão caro, será que não vale a pena levar dólar australiano para os Estados Unidos?

Realmente não vale a pena! Como dito acima, na hora de fazer uma segunda operação de câmbio para a moeda local você vai pagar a diferença e perder toda esta economia.

Atenção: não recomendamos comprar dólares para levar para a zona do euro, ou comprar euros para levar para a Inglaterra. Mas se você já tem essa moeda em mãos, vale mais a pena levar e trocar uma vez só, lá. Não troque no Brasil, porque seriam duas operações de câmbio.

O mercado de moedas ‘fracas’ ou ‘exóticas’, como chamamos (pesos argentino, uruguaio, chileno, mexicano, novo sol peruano, etc... ), é pequeno e atende a viajantes mais inseguros, que preferem desembarcar no país de destino com a moeda local no bolso. Todo aeroporto terá uma casa de câmbio aberta 24 horas junto ao desembarque permitindo realizar uma troca inicial para as primeiras despesas (táxi, café, gorjetas).

Imagem: Acervo Wix

Se optar por levar um pouco da moeda local, gaste-a primeiro para que em caso de sobra de viagem você retorne ao país com moedas fortes como dólar e euro, já que na hora de trocar moedas fracas você provavelmente sofrerá mais com o deságio.

Por falar em moedas, 99,9% dos bancos e corretoras não negociam moedas (níquel) então o ideal é pagar sua última refeição ou a gorjeta com as moedas trocadas e retornar apenas com moeda em espécie, pois do contrário ficarão de recordação.

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