O QUE ESPERAR DO CÂMBIO EM 2018

Depois de dois anos de recessão e um 2017 marcado por recuperação lenta, a previsão entre os economistas, assim como as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do próprio governo, é de que a economia brasileira de maneira geral deve crescer com mais força em 2018. No entanto, projeções sobre indicadores como câmbio, juros e inflação divergem em meio às incertezas sobre as eleições e reformas econômicas.

TAXA DE CÂMBIO

Os economistas são unânimes ao apontar 2018 como um ano de instabilidade para o mercado financeiro, diante do cenário eleitoral incerto. Eles avaliam que, até o final do ano, a tendência é que o dólar se estabilize, mas não há consenso sobre o patamar em que a moeda irá se firmar em relação ao real.

“A gente tem um cenário bem volátil por causa das eleições", prevê a economista Alessandra Ribeiro, com projeção de R$ 3,40 para o dólar ao término de 2018. "Mas a média do ano deve ser maior por causa do estresse”, prevê Ribeiro.

Já o economista Felipe Salles prevê que o dólar atinja R$ 3,50 e, além das eleições, ele cita ainda “alguma incerteza em relação ao avanço das reformas” e, externamente, o rumo dos juros nos Estados Unidos.

“O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) vai subir os juros no ano de 2018 e isso vai impactar o dólar frente a várias moedas”, aponta.

Isso porque, com taxas mais altas, os Estados Unidos se tornariam mais atraentes para investidores, que podem retirar seus recursos aplicados em outros mercados, como o Brasil, para migrar para o país norte-americano. Isso motivaria uma tendência de alta do dólar sobre outras moedas.

Na outra ponta, o economista Eduardo Velho prevê que o dólar fique em patamar mais baixo, entre R$ 3,10 e R$ 3,30. No entanto, caso o cenário eleitoral seja mais turbulento do que o mercado espera, ele não descarta que a moeda chegue aos R$ 3,60.

“O grande período de teste sobre a dinâmica do câmbio é o 2º trimestre, quando estiverem definidos os candidatos (à presidência) e conhecido se a reforma da Previdência vai ser aprovada ou não”, afirma o economista.

Fonte: G1.globo.com

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