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Dicionário do Câmbio

Os termos do câmbio, explicados sem complicação.

Dólar turismo, spread, VET, e-DBV: o que cada palavra significa e o que muda no seu bolso. Baseado na série de vídeos da Trade no Instagram.

Dólar comercial e dólar turismo

São duas cotações da mesma moeda: a comercial, usada entre bancos e empresas, e a turismo, usada por quem compra para viajar.

O dólar é um só, mas existem duas cotações. O dólar comercial é o que aparece no jornal: é usado entre bancos e por empresas em importação, exportação e grandes volumes.

O dólar turismo é o de quem compra para viajar, em espécie ou no cartão. Ele é mais caro porque inclui custos que o comercial não tem, como transporte, seguro e guarda das cédulas, além da margem de quem vende. A diferença entre os dois muda conforme o momento do mercado.

Na prática: O jornal mostra o dólar a R$ 5,10, mas na casa de câmbio você paga R$ 5,50. Ninguém está te enganando: são cotações diferentes. Para comparar de verdade, olhe o VET.

Spread

É a diferença entre o preço de referência da moeda e o preço cobrado do cliente, a margem de quem vende.

Spread é a diferença entre o preço de referência da moeda e o preço que a instituição cobra de você. É a margem de quem vende, e toda casa de câmbio tem uma.

O cuidado é com quem anuncia uma cotação muito atrativa e compensa no spread ou em outras tarifas. Por isso, a cotação sozinha não basta para comparar: o número certo é o VET.

IOF

É o Imposto sobre Operações Financeiras, cobrado pelo governo federal nas operações de câmbio, com alíquota que depende do tipo de operação.

O IOF é um imposto federal. A alíquota é definida pelo governo e é a mesma em qualquer instituição para o mesmo tipo de operação. O que muda o IOF que você paga é a modalidade: espécie, cartão de crédito, conta global ou remessa.

Hoje, as compras no exterior com cartão de crédito brasileiro e a compra de moeda em espécie pagam IOF de 3,5%. Na Conta Global da Trade Câmbio, que é remunerada, a carga tem IOF de 1,1%. As alíquotas podem mudar por decreto, por isso vale confirmar antes da viagem.

Na prática: Em uma viagem com gastos de US$ 3.000, a diferença entre 3,5% e 1,1% de IOF passa de R$ 350, dependendo da cotação.

PTAX

É a taxa média do dólar calculada pelo Banco Central a cada dia útil e usada como referência pelo mercado.

A PTAX é uma taxa média calculada pelo Banco Central a cada dia útil, a partir de consultas feitas às instituições do mercado ao longo do dia.

Ela é usada como referência em contratos, balanços de empresas e declarações, e ajuda a entender o comportamento do câmbio. Não é a cotação que você paga ao comprar moeda para viajar.

e-DBV

É a Declaração Eletrônica de Bens do Viajante, obrigatória para quem entra ou sai do Brasil com mais de US$ 10 mil em espécie.

A e-DBV (Declaração Eletrônica de Bens do Viajante) é feita no site ou no aplicativo da Receita Federal. Ela é obrigatória para quem entra ou sai do Brasil levando mais de US$ 10 mil em espécie, ou o equivalente em outras moedas.

Levar mais do que isso não é proibido: o que é obrigatório é declarar. Se você passar do limite sem declarar, o valor excedente pode ser retido, além de multa. Guarde também o contrato de câmbio da compra.

Preço médio

É a estratégia de comprar a moeda aos poucos, em várias datas, para não depender da cotação de um único dia.

Ninguém sabe se o dólar vai subir ou cair na semana da sua viagem. O preço médio tira a sorte da equação: em vez de comprar tudo de uma vez, você compra em partes ao longo das semanas ou meses antes de viajar.

Assim, as compras em dias mais caros se equilibram com as de dias mais baratos, e você chega a uma cotação média sem precisar adivinhar o mercado.

VET (Valor Efetivo Total)

É o custo total em reais de cada unidade da moeda, somando cotação, tarifas e IOF, e deve ser informado antes de fechar a operação.

O VET é quanto você paga de verdade, em reais, por cada dólar ou euro, já somando cotação, tarifas e IOF. É o número que permite comparar uma casa de câmbio com a outra.

Pelas regras do Banco Central, a instituição deve informar o VET antes de fechar a operação. Se não mostrarem, pergunte.

Na prática: Uma cotação mais baixa com tarifa por cima pode ter um VET maior do que uma cotação um pouco mais alta sem tarifa.

Conta Global

É uma conta em moeda estrangeira, com cartão internacional, para gastar no exterior pagando IOF menor que o do cartão de crédito.

A Conta Global é uma conta em dólar ou euro com cartão internacional de débito. Você carrega pela cotação do dia e usa o cartão no mundo todo, sem surpresa de câmbio na fatura.

Na Conta Global da Trade Câmbio, a carga tem IOF de 1,1% e o saldo acima de 70 dólares ou euros rende 3% ao ano, todo mês, inclusive enquanto você usa o cartão.

IBAN

É o número internacional de conta bancária, que reúne banco, agência e conta num só código, usado principalmente em transferências com a Europa.

O IBAN (International Bank Account Number) é um código que identifica uma conta bancária em transferências internacionais. Ele reúne país, banco, agência e conta num só número e é muito usado na Europa.

O Brasil também tem formato de IBAN: começa com BR e tem 29 caracteres. Se alguém do exterior pedir o seu, peça ao seu banco ou procure no aplicativo. Na dúvida sobre o que informar para receber, fale com a gente antes.

SWIFT / BIC

É o código que identifica a instituição financeira numa transferência internacional.

O SWIFT, também chamado de BIC, é o código que identifica o banco numa transferência internacional. Tem 8 ou 11 caracteres. Uma forma fácil de lembrar: o IBAN é o endereço da conta, e o SWIFT é o CEP do banco.

Cada banco tem o seu e informa no site, no aplicativo ou no atendimento. Sem o SWIFT certo, a transferência pode travar.

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Pergunte pelo WhatsApp. A gente explica com calma, sem compromisso.

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