Estados Unidos: dólar em espécie ou cartão? O segredo da gorjeta
Nos EUA o cartão passa em quase tudo, mas a gorjeta não é opcional. Veja quanto deixar, onde o dinheiro vivo faz falta e o mix certo para levar.

Nos Estados Unidos, se você não deixar gorjeta, o garçom pode vir até a mesa perguntar o que deu errado. Não é exagero: lá, a gorjeta faz parte do salário de quem atende. Esse é o segredo que mais pega o brasileiro de surpresa, e é ele que define o que levar na carteira.
A gorjeta não é opcional
Nos restaurantes com serviço à mesa, o esperado fica entre 18% e 22% da conta. A própria maquininha costuma sugerir essas porcentagens na tela. Fora dos restaurantes, a lógica continua:
| Situação | Gorjeta usual |
|---|---|
| Restaurante com serviço à mesa | 18% a 22% da conta |
| Bar | 1 a 2 dólares por bebida |
| Carregador de malas | 1 a 2 dólares por mala |
| Camareira do hotel | alguns dólares por noite |
| Manobrista | alguns dólares ao devolver o carro |
| Táxi e aplicativo | 15% a 20% (no aplicativo, pelo próprio app) |
No restaurante dá para incluir a gorjeta no cartão. Mas o carregador de malas, a camareira e o manobrista recebem em dinheiro, na hora. É aí que a nota pequena faz falta.
O preço da etiqueta não é o preço final
Outro detalhe: nos Estados Unidos o preço exibido na prateleira, em geral, não inclui o imposto sobre vendas (sales tax). Ele é somado no caixa e muda de estado para estado, e em alguns nem existe. Na hora de calcular o orçamento da viagem, conte com esse acréscimo nas compras.
O cartão passa em quase tudo, mas atenção à caução
Lojas, restaurantes, metrô e até food trucks aceitam cartão, e tem lugar que nem aceita mais dinheiro. Só que hotel e locadora de carro fazem uma caução: bloqueiam um valor no cartão como garantia, que só é liberado dias depois. Na locadora, normalmente ela precisa ser num cartão de crédito no nome de quem vai dirigir.
Para a caução, não use o cartão da Conta Global: o valor bloqueado sai do seu saldo e fica indisponível durante a viagem. Deixe a caução no cartão de crédito brasileiro, que só trava parte do limite.
E no dia a dia o cartão de crédito brasileiro sai caro: cada compra paga IOF de 3,5%, além do câmbio do banco. Por isso vale separar os papéis de cada meio de pagamento.
O que levar: o mix certo
- Conta Global como carro-chefe. Você carrega em dólar antes da viagem, já sabe quanto pagou e o IOF é de 1,1%. Use o cartão para restaurantes, compras, transporte e para pagar as diárias.
- Dólar em espécie em notas pequenas (1, 5, 10 e 20) para gorjetas, gastos rápidos e imprevistos. Notas de 100 são pouco práticas no comércio do dia a dia.
- Cartão de crédito brasileiro só de apoio, para a caução do hotel e do carro e para emergências.
Se for levar mais de US$ 10 mil em dinheiro vivo (somando todas as moedas), é obrigatório declarar na e-DBV, a declaração eletrônica de bens do viajante da Receita Federal, antes do embarque.
Quer ajuda para calcular quanto levar em espécie e quanto carregar na Conta Global? Conte o tempo de viagem e o roteiro pelo WhatsApp e a gente monta o mix com você.
Perguntas frequentes
Preciso levar dólar em espécie para os Estados Unidos?
Pouco, mas precisa. O cartão resolve quase tudo, mas gorjetas para carregador de malas, camareira, manobrista e guias costumam ser em dinheiro. Leve uma reserva em notas pequenas, de 1, 5, 10 e 20 dólares.
Quanto de gorjeta se dá nos Estados Unidos?
Em restaurante com serviço à mesa, o normal é de 18% a 22% sobre a conta antes dos impostos. Em bar, cerca de 1 a 2 dólares por bebida; para quem carrega as malas, 1 a 2 dólares por mala; para a camareira, alguns dólares por noite.
Qual é o melhor cartão para usar nos Estados Unidos?
Para os gastos do dia a dia, um cartão de conta global, com IOF de 1,1% e o câmbio definido na hora da carga. O cartão de crédito brasileiro tem IOF de 3,5% e fica para a caução do hotel e do aluguel de carro, para não bloquear o saldo da Conta Global.



