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Itália: euro em espécie ou cartão? O segredo das trattorias

Roma e Milão aceitam cartão em quase tudo, mas trattorias, mercados e vilarejos ainda giram no dinheiro vivo. Veja o mix certo para a Itália.

Ilustração com as cores da bandeira da Itália e uma nota de euro

Na Itália, o melhor gelato da sua vida pode custar 3 euros. E é justamente nesses pequenos prazeres que mora o segredo do país: a Itália que você viaja para ver ainda gosta muito de dinheiro vivo.

Cidade grande no cartão, Itália de verdade no dinheiro

Em Roma, Milão, Florença e Veneza, hotéis, lojas, museus e restaurantes maiores aceitam cartão sem problema. Desde 2022, inclusive, a lei italiana obriga o comércio a aceitar pagamento eletrônico em qualquer valor.

Na prática, a história é outra longe dos pontos turísticos. Trattorias de família, mercados de rua, cafés de balcão, gelaterias e os vilarejos da Toscana, da Costa Amalfitana ou da Sicília ainda preferem dinheiro. Não é raro ouvir que “a máquina não está funcionando” quando o valor é pequeno.

O café no balcão e o coperto

Dois costumes que pegam o brasileiro de surpresa:

  • O café no balcão (al banco) custa bem menos do que sentado à mesa. Em muitos bares você paga primeiro no caixa e depois entrega o recibo no balcão. Moedas resolvem tudo.
  • O coperto é uma taxa fixa por pessoa que vem na conta do restaurante, pelo pão e pelo serviço de mesa. Ele é normal e não é golpe. Gorjeta, por isso, não é obrigatória: quem gostou do atendimento costuma arredondar a conta.

Cuidado com o caixa eletrônico de rua

Nas áreas turísticas há muitos caixas eletrônicos independentes que cobram tarifa própria por saque e oferecem converter o valor para reais na hora, com câmbio ruim. Some isso à tarifa do seu banco e ao IOF e o saque sai caro.

Se a máquina ou o caixa perguntar se você quer pagar em reais ou em euros, escolha sempre euros.

O que levar: espécie + Conta Global

  • Euro em espécie comprado aqui, com antecedência, para trattorias, mercados, cafés e vilarejos. Prefira notas de 5, 10 e 20 e leve algumas moedas.
  • Conta Global para hotéis, trens e compras maiores, carregada em euro antes da viagem, com IOF de 1,1%.
  • Caução do hotel ou do carro no cartão de crédito, para não bloquear o saldo da Conta Global.

Comprando o euro aos poucos nos meses antes da viagem, você chega a um preço médio e não fica refém da cotação de um dia só.

Quer ajuda para calcular quanto levar em espécie para o seu roteiro na Itália? Chame a Trade no WhatsApp.

Perguntas frequentes

Precisa levar euro em espécie para a Itália?

Sim. Nas cidades grandes o cartão funciona bem, mas trattorias de família, mercados, cafés de balcão e vilarejos ainda preferem dinheiro. Leve uma reserva em notas de 5, 10 e 20 euros e algumas moedas.

Na Itália o comércio é obrigado a aceitar cartão?

Sim, desde 2022 a lei obriga a aceitar pagamento eletrônico em qualquer valor. Na prática, ainda há lugares pequenos que preferem dinheiro ou dizem que a máquina não está funcionando, por isso vale ter euro no bolso.

Gorjeta é obrigatória na Itália?

Não. Muitas contas já trazem o coperto, uma taxa fixa por pessoa pelo pão e pelo serviço de mesa. Quando o atendimento foi bom, é comum arredondar a conta em moedas.

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